Beats N' Lights

Posicionamento | Residências exigem aproximação entre as partes. Entenda:

Por Alan Medeiros

Sinto que há algum tempo a figura do DJ residente não possui o mesmo peso frente ao público como em outros tempos. A necessidade de um headliner, muitas vezes gringo, para fazer uma festa ser vendável acabou distanciando essas figuras dos clubs, salvo algumas exceções, claro. Aquele DJ que comandava uma noite do começo ao fim e que fazia o público pagar ingresso para ouvir suas novidades é uma figura em extinção, mas há alguns pontos que precisam ser compreendidos para entendermos melhor esse momento.

Com as novas formas de consumo de música, se tornou mais fácil pesquisar e ter faixas adequadas para tocar. No fim do século passado, ser DJ exigia um alto investimento em discos e uma pesquisa musical muito mais complexa. Hoje, basta algumas poucas horas de pesquisa no Beatport ou similares para você ter um case poderoso para estar em ação. Isso, evidentemente, aumentou o número de profissionais em condições de executar um bom set e naturalmente, os clubs perceberam uma oportunidade de aumentar o número de residentes, algo que a grosso modo traz uma rede maior de relacionamento e mais opções de direcionamento sonoro para curadoria.

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Com isso, aquele cara que tocava todo fim de semana precisou buscar novas pistas, visto que agora estava dividindo a cabine de seu club de origem com outros talentos. Pouco a pouco, isso gerou um afastamento entre as partes e com a chegada em massa dos medalhões internacionais em nossas pistas, ficou difícil manter o residente em posição de destaque. Eles seguem lá, mas certamente sem a mesma importância de antes – ao menos na maioria dos casos.

Uma alternativa para que o residente volte a ter a força de outros tempos nos clubs é uma maior aproximação entre as partes. O staff do club precisa entender exatamente quais são os principais objetivos de carreira de seu residente e saber como ele pode auxiliar nessa busca. O residente, em contrapartida, necessita ter a consciência de seu papel frente a instituição e, principalmente, frente a noite em que está inserido. Não existe uma relação sustentável sem cooperação e diálogo amplo entre as partes. Residentes históricos de clubs brasileiros e internacionais são parte importante no desenvolvimento das marcas, justamente por entenderem a necessidade dessa aproximação e diálogo. Vamos praticar?

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